Cate Blanchett

Cate Blanchett vai interpretar a ativista conservadora Phyllis Schlafly

Cate Blanchett é mais um dos grandes nomes da representação que se junta à indústria da televisão norte-americana. Segundo o The Hollywood Reporter, a atriz australiana irá protagonizar e produzir Mrs. America, uma minissérie de nove episódios que está a ser produzida pelo canal FX.

Entre outras figuras polémicas, o projeto aborda a história verídica de Phyllis Schlafly, uma mulher de ideias conservadoras. Formada em Direito, esta criou vários movimentos de oposição ao feminismo moderno, o que fez com que se tornasse numa das referências do conservadorismo norte-americano. Fundou o Eagle Forum e foi comentadora em vários canais de comunicação conservadores. Faleceu em 2016 e uma das suas últimas intervenções públicas foi destinada a defender Donald Trump.

Através do ponto de vista de várias mulheres marcantes da década de 70 – Schlafly, Gloria Steinem, Betty Friedan, Shirley Chisholm, Bella Abzug e Jill Ruckelshaus – a minissérie emaranhar-se-á nas convulsões sociais que viriam a mudar a política norte-americana para sempre.

Dahvi Waller, uma das escritoras ao serviço da série Mad Men, ficará a cargo de escrever a série, assim como assumirá a função de produtora executiva e showrunner. Depois de ter ganho um prémio Emmy pelo trabalho em Mad Men, esteve também ao serviço da séria Halt and Catch Fire. Ao projeto juntam-se ainda as produtoras de renome, Stacey Sher e Coco Francini

“Sinto-me privilegiada por ter esta oportunidade de colaborar com a Dahvi, a Stacey e a Coco debaixo do robusto e destemido chapéu do FX”, referiu Blanchett. “Estou extremamente entusiasmada por explorar o material, já que não podia haver uma ocasião mais apropriada para descascar as camadas deste recente período da História, que não podia ser mais relevante hoje em dia”, acrescentou.

A atriz tem já no seu currículo duas estatuetas da Academia pelo desempenho em The Aviator (2004) e Blue Jasmine (2013). Tem também uma veia ativista declarada, depois de, como presidente do júri do Festival de Cannes, ter organizado uma marcha de 82 mulheres pelo palais, com o intuito de demonstrar o número total de participações femininas no evento ao longo dos anos. Esta será a sua estreia na indústria televisiva norte-americana, depois de ter participado em duas séries australianas na década de 90.

Mrs. America junta-se a séries como American Crime Story, American Horror Story, Fargo, Snowfall, Taboo, Trust ou Mayans MC na tentativa do canal FX de acompanhar o andamento de concorrentes mais poderosos, como é o caso da HBO ou da Netflix, sem, no entanto, deteriorar a qualidade do conteúdo.

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